Que bom que a gente é livre pra pensar e expressar.

Este blog não tem nada de muito importante, apenas pensamentos. Coisas que eu prefiro não guardar pra mim.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Coisa de gente antiga

Estou anestesiada. Não sei se essa é a melhor palavra, mas estou tentando permanecer fora do mundo real. Não quero sentir nada, mais nada, que não seja aquela sensação boa quando você me diz 'te amo muito, tanto'. Lembra da primeira vez que me disse isso? Claro que você se lembra. Você se lembra até das brigas. Eu é que não me recordo bem, lembro apenas do espaço e das palavras. Confesso que a emoção já me fugiu. Já fui muito burra mesmo! Já deixei de dar importância a momentos que hoje me fazem falta. Aquele dia que você tomou coragem e, tímido e com as bochechas rosadas, me pediu em namoro, lembra? Não era aquilo que eu queria dizer. Na verdade, não era que eu não queria, mas é que eu ainda queria muitas coisas na vida e eu ainda não sabia organizá-las por importância. O engraçado é a diferença e a maturidade. Ou a diferença que a maturidade traz. Eu ainda quero muitas, muitas coisas. Claro! A diferença é que, das coisas mais importantes da minha vida, você conseguiu o lugar mais belo e importante. Já disse que te amo hoje? Eu te amo, muito, de uma maneira incontrolável, doída, e incrivelmente verdadeira. Tenho medo que você se lembre tanto daquele nosso passado que não perceba que eu me apaixonei por você e que é por você que eu vivo hoje. Eu ainda acho que estou sonhando. Será que anestesias funcionam em sonhos? Não quero acordar, juro. Nem recobrar os sentidos. Ta bom o 'eu te amo' pra mim, consigo viver pra sempre só com ele. Na verdade é isso que eu sonho, viver pra sempre com você e esse nosso amor. Acho engraçado também a maneira como a gente faz planos. Sabe o que eu planejava antes? Estudar e aproveitar a vida. Era só! Pra mim estava muito bom. Agora planejo me casar e ter filhos lindos. Parece coisa de gente antiga, né?! Aqueles papos de avó. Mas é exatamente o que eu quero. Quero também viajar, viajar muito. Já imaginou como deve ser gostoso um passeio a dois num daqueles barquinhos de Veneza? Eu sei, sonho alto demais. Mas é que sempre foi assim e tenho que lhe dizer que já deu certo. Já sonhei e suspirei ao ver novela. Sabe o par romântico? Sempre achei que não existia. Nunca tinha visto um de verdade, poxa. Televisão tem mesmo dessas coisas, ilude as pessoas. Não que eu fosse iludida. Era justamente o contrário, eu não me iludia e pensava que nada daquilo poderia acontecer. Burra, mais uma vez. Não acha? Pra onde eu estava olhando que não te percebi? Em que eu poderia estar pensando que deixei a felicidade quase me escapar diante dos olhos? Enfim, a gente sempre acaba aprendendo, de um jeito ou de outro. Sorte a minha não ter sido preciso te perder pra enxergar a felicidade em você. Porque é isso que você significa pra mim, minha felicidade. Fico rindo sozinha das bobeiras e gracinhas que você faz só pra me arrancar um sorriso. Você sabe que essas gracinhas já mudaram completamente o rumo do meu dia. Já pensei tantas vezes que estava sozinha, mas aí veio você com uma rosa na mão e um abraço apertado. Você sabe que nem de rosas eu gosto, mas vindas de você me parecem um presente belo. O abraço? Ah, o abraço pra mim tornou-se indispensável. Obrigada pela força, por não ter acreditado em mim quando disse não. Agradeço também pelas rosas e pelos abraços que me dão energia. E mais do que tudo, pelo ‘eu te amo muito, tanto’ que eu não consigo mais deixar de ouvir.

Ah, e eu te amo muito, demais, tanto.

Volta?

Saudade é uma palavra bonita, parece sentimento bom. Já cheguei a gostar dela. Quando você não sabe se gosta de alguém, saudade é boa coisa pra te fazer perceber se é verdadeiro ou não. A gente costuma sentir saudades de quem a gente ama. Não é? Eu queria continuar assim, gostando de sentir saudade. Porque seria ruim se é só a gente se ver, dar um abraço e rir um pouquinho pra voltar tudo como era antes? Eu queria continuar acreditando que você ainda pode voltar, passar o fim de semana comigo, e tirar esse sentimento ruim que já está me atrapalhando. Volta, por favor? Eu queria te contar tanta coisa, te fazer sorrir com as minhas palhaçadas, ver filme, tomar um açaí. A gente poderia sair pra andar de bicicleta, lembra que era esse um dos nossos programas? Parece-me um programa e tanto! Queria ir numa festa, dançar funk com você e passar vergonha em você com os meus passinhos bregas. Lembra que a gente gostava de funk desde criança? Queria passar com você as noites de todos os seus aniversários daqui pra frente, te ligar todos os dias. Volta pra gente recuperar o que está atrasado, pra gente comemorar meu aniversário de 18 anos e pra você cumprir o que me prometeu de presente? Não me importa que já tenha se passado alguns meses. Eu continuo aqui, e em dias como o de hoje não há como a saudade não me parecer má. Está doendo, juro. As férias nunca me pareceram tão vazias e sem graça. Férias pra mim é sinônimo de você, das meninas, de clube à tarde e comida à noite. Será que é egoísmo meu te querer de volta pra mim? Mas é que o tempo só está passando e nada desse meu sentimento ruim desaparecer. Sua casa está do mesmo jeito, é como se você estivesse só passando uns dias fora. Me fala que você só está longe porque está estudando, construindo seu sonho e que é por isso que você está ausente? Me fala que o nosso quinteto ainda tem cinco membros e que você, que é o meio, a base, ainda vai voltar e nós ainda vamos tirar muitas fotos e fazer muitas noites do pijama. Eu preciso disso, eu preciso de você. Não me deixa desacreditar na bondade da saudade, no amor. É, no amor. Eu nunca imaginei que te amasse tanto. Nunca pensei que ficar sem você ia me arrancar um pedaço. Era um dos pedaços mais bonitos do meu coração. Era uma das pessoas que mais me encantava. Não gosto mais da saudade, não a quero. Não preciso mais provar pra mim mesma que te amo e que você é parte de mim. Volta? Não me deixa desacreditar na bondade da saudade.